quinta-feira, 28 de abril de 2016

Oficina de Artes Cênicas - O Espelho



Oficina Artes Cênicas - O Espelho
 SESC Campos - 

de 5 a 26 de maio - das 15 às 18h
Tendo o Espelho como elemento cênico desenvolver uma pesquisa no universo surrealista do dramaturgo Espanhol Fernando Arrabal tendo como pano de fundo os textos: Fando e Lis e Guernica.
Com o ator poeta e Diretor de Teatral: Artur Gomes





sexta-feira, 22 de abril de 2016

jura secreta 34





jura secreta 34

te amo
e amor não tem nome
pele ou sobrenome
não adianta chamar
que ele não vem quando se quer
porque tem seus próprios códigos
e segredos
mas não tenha medo
pode doer pode sangrar
e ferir fundo
mas é razão de estar no mundo
nem que seja por segundo
por um beijo mesmo breve
porque te amo
na mar no sal no sol na neve


Artur Gomes
FULINAÍMA Produções
(22)99815-1266 – www.youtube.com/fulinaima
http://artur-gomes.tumblr.com

domingo, 17 de abril de 2016

são saruê 3


são saruê 3

me deparo com a coisa
e minha frente
de repente

não se realidade
ou fantasia

o olho caolho de lampião
me espreita
e é quem me guia

Gigi Mocidade



quarta-feira, 13 de abril de 2016

poética 67



Poética 67
a dor de não ter
não tenho
ela foi embora faz anos
20 de fevereiro de mil quinhentos e vinte
alguns milênios de luta
por muitos séculos inglória
meu barco chegou de viagem
em algum canto do cais
amor pra mim tanto faz
samba tanto bolero blues
já vi alguns olhos azuis
com fogo da cor pimenta
se eu te contar minha história
se não chora não aguenta
não sou cavalo de troia
não sou cavalo de pano
já me larguei e faz tempo
atrás de um sonho que tenho
de me engravidar de LUAna
nem vou te dizer de onde venho
Artur Gomes

segunda-feira, 11 de abril de 2016

são saruê

são saruê

festa no sertão é bala
bola no buraco é búlica
cabral não descobriu a pólvora
por trás de cada coisa pública
a chama do lampião na palha
fogueira sempre quero acesa
linguagem meu fuzil metralha
explosão como feijão na mesa

Artur Gomes Gumes
FULINAIMAGEM - A Poesia Proibida de Artur Gomes 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

jura secreta 129


jura secreta 129

a coisa que me habita é pólvora
dinamite em ponto de explosão
o país em que habito é nunca
me verás rendido a normas
ou leis que me impeçam a fala
a rua onde trafego é amplo
atalho pra o submundo
o poço onde mergulho é fundo
vai da pele que me cobre a carne
ao nervo mais íntimo do osso

Artur Gomes