quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

poética 38





poética 38
para may pasquetti

ela me espora
explora o corpo nu
agora e sempre
lambe a pele das palavras
lavras
do meu ser em pêlo
em arcozelo
vi teu olho azul
de mar
oceano entrando
gasômetro
cais do porto
no meu corpo dentro
barco em movimento

fato
que descortina
a sina
de amar-te em parte
pela arte
de saber-te minha
e então deixar-te
em febre
pele músculos pela noite
nossa
o que quer que eu possa
quando o corpo clama
toda água ou sangue
mesmo em santa ceia
quando a carne chama
tudo está na veia

arturgomes
poéticas fulinaímicas

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