quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Almandrade - instalação - síntese



   Almandrade:   escultura (madeira policromada) 2003 parque de escultura -     MAM / Ba. 
                                           
 

 Almandrade: instalação  - "SÍNTESE"  (madeira, elástico e vidro)  1998

Almandrade, Antônio Luiz M. Andrade
É arquiteto, poeta e artista plástico baiano, de Salvador. Como artista plástico já participou de quatro bienais internacionais em São Paulo, além de várias outras exposições no país e no exterior. Editou em 74 a revista “Semiótica” e, seus poemas procuram dar às palavras intensidade plástica, forma. Publicou os livros “O Sacrifício dos Sentidos”, “Obscuridade do Riso”, “Poemas”, “Suor Noturno” e no prelo, “Arquitetura de Algodão”. É um dos grandes nomes brasileiros do poema visual e, já teve matéria sobre sua obra publicada na Revista Pampulha

http://www.palavreiros.hpg.com.br/cantinhodopoetaalmandrade.htm
 
 

O nome Almandrade está associado a uma estratégia singular dentro daquilo que costumamos designar arte contemporânea, artista plástico, poeta e arquiteto, rigoroso, avesso aos modismos, produz como se o fazer artístico tivesse uma ética./ Uma obra que se encaminha para uma coisa cada vez mais concisa, enxuta, em direção a uma poética que se expressa com um vocabulário mínimo, seja pictórico ou lingüístico./ Um dos principais nomes da poesia visual, no Brasil, nos anos 70./ É dono de um estilo que chega a espantar pela coerência de transitar em diversos suportes, inclusive a palavra, sem perder o rigor e a responsabilidade com a linguagem e o pensamento. (Gilberto Motta 

 
ARTE:  UM  SEGREDO  SEM  NOME
 
A arte não fala de nada, ela faz do nada uma atitude poética.  Qualquer coisa feita pela mão do artista é uma obra de arte; um objeto de êxtase que ignora explicações.
 
Um objeto discreto ou escandaloso, confuso ou divertido, assim é o objeto de arte. Pouco importa o que se pode falar sobre ele; da mesma forma que os títulos não informam definitivamente a idéia da coisa, o discurso sobre a arte não dá conta de seu objeto. A arte não imita nada, inventa realidades que ultrapassam aquilo que é revelado à contemplação.
 
Almandrade
 
 
  The Art of Almandrade

Almandrade’s works centre on the cooling down of the ecstatic gaze. Not the gaze fixed on what it was, but on what it is. He interprets the icy space of the city. Architect, theorist, poet and artist, Almandrade meditates on pleasure. His time is different, and so is his space. His work is not set on a single track, which undermines the notion of a monolithic creative impulse.

Using very few elements, he re-examines the process of creation, thus endowing his work with a self-reflective quality. His cold and disconnected images ponder on the diversity of being; being conceived as sensibility, and sensibility as an element of transgression. The ambiguity present in his work is perhaps more clearly seen in the desire for immobility. Fantasy, then, is produced through the perpetual annihilation of the will. The fragmented nature of ecstasy is what keeps perversion at bay. Almandrade and his objects drift untiringly, transmitting a vivid feeling of time not passing. And at that point, instead of pain we find reason.

Luiz Rosemberg Filho
 

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