segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

1º Festival Nacional de Cinema do IFF (Instituto Federal Fluminense de Ciência e Tecnologia)



3 filmes com direção de Jiddu Saldanha meu grande parceiro e responsável pela minha introdução na aventura do áudio visual quando juntos começamos a filmar em Cabo Frio em 2007.

um múltiplo olhar sobre tudo o que é arte. vídeo.arte, vídeo.teatro, vídeo.cultura, vídeo.clipe, vídeo.vida, vídeo.poesia, uma viagem por estradas sem fronteiras inter-vias festival de cinema do IFF imagens para o além-mar da menina dos olhos de quem olha e aprende a v(l)er.

Artur Gomes
ao meu saudoso e eterno Mestre Uilcon Pereira
In memória

“a memória é uma ilha de edição”
Wally Salomão

A pedra filosofal do 1º Festival Nacional de Cinema do IFF a ser realizado de 16 a 20 de abril de 2012, será lançada com a Mostra Curta IFF no pátio do Campus Campos Centro no período de 14 a 16 de março de 2012 com a exibição de vídeo.arte, vídeo.teatro, vídeo.poesia, vídeo.cultura, vídeo.cripe, vídeo.vida. além da produção da Oficina Cine Vídeo e Outros Baratos Afins

O Regulamento do FESNAC IFF estará disponível no blog Oficina Cine Vídeo a partir do dia 10 de janeiro de 2012. Portanto galera mãos a massa. 


saiba mais sobre o Projeto Cinema Possível de Jiddu Saldanha aquihttp://curtabrisa.blogspot.com




quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

grupo cultural cara da rua - convite



parte do meu corpo fauna
extensão da minha mente flora
fragmentos de um macro cósmico
de onde vim e vou
se é estar por vir
ou ser o que já sou
este sangue índico
este afro falo
esta carnadura
no que penso e calo
no que falo e penso
sendo criatura
desse pulsar suspenso
deste tudo de onde flui
desejo sonho fala
terra fogo água ar
onde em mim delira
pulsa grita  clama
tudo quer voar
ambiente inteiro
explode intenso drama 
por não ter nas mãos
condições pra suportar

artur gomes

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

atenção galera

gabriela azevedo - foto: artur gomes

Você que produz vídeo com câmera celulares ou câmeras fotográficas digitais, ou pretende fazê-lo, agora você tem canal aberto para Mostrar a sua produção áudio visual:
        
Mostra de Curtas do IFF de 14 a 16 de março de 2012 no Campus Campos Centro, onde além de proporcionarmos visibilidade para um grande público para a sua produção, de acordo com a qualidade que ela atingir você poderá ser premiado no 1º Festival Nacional de Cinema do IFF, que acontecerá no período de 16 a 20 de abril de 2012.

Se o seu vídeo foi produzido entre os anos de 2010  a fevereiro de 2012, você poderá inscrevê-lo, enviando-o em arquivo AVI, MPEG ou DVD para Oficina Cine Vídeo do IFF – Rua Dr. Siqueira, 273 – Parque dom Bosco – Campos dos Goytacazes – RJ – cep. 28030-130 acompanhado da Ficha de Inscrição até o dia 1º de Março de 2012.

Se você é aluno do IFF ou morador de Campos dos Goytacazes, poderá fazer a inscrição diretamente na Oficina Cine Vídeo do IFF .
Lembramos ainda que a partir de abril de 2012 a Oficina Cine Vídeoestará aberta não só para estudantes do IFF, mas também para toda comunidade externa interessada em ingressar nos mistérios da produção áudio visual.

Maiores informações:
Artur Gomes
Professor da Oficina Cine Vídeo
            (22)9815-1266 begin_of_the_skype_highlighting            (22)9815-1266      end_of_the_skype_highlighting      


Ficha de Inscrição

Nome:­­­­­­­­­­­__________________________________________________

Título do Filme:____________________________________________
Categoria:  (   ) Câmera de Celular     (   ) Câmera Fotográfica Digital

Endereço:________________________________________________

Cidade: ___________________________Estado: ______________­­­__

Fone:______________________

e-mail______________________

Página na internet.:_________________________________________

Estudante:?_______(sim)             (não)

Se estudante -  Qual Instituição: ________________________________

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

programa 5 minutos - especial artur gomes


Programa 5 minutos – especial Artur Gomes, interpretando a poesia de Paulo Leminski. Vídeo produzido em Belo Horizonte pela Aliás Comunicação, Direção de Elias Kfouri

Poetas Velhos

Bom dia, poetas velhos.
Me deixem na boca
o gosto dos versos
mais fortes que não farei.

Dia vai vir que os saiba
tão bem que vos cite
como quem tê-los
um tanto feito também,
acredite.


Eu 


eu 
quando olho nos olhos 
sei quando uma pessoa 
está por dentro 
ou está por fora 

quem está por fora 
não segura 
um olhar que demora 

de dentro de meu centro 
este poema me olha


Ali

ali 
 
ali 
se 

se alice 
ali se visse 
quanto alice viu 
e não disse 

se ali 
ali se dissesse 
quanta palavra 
veio e não desce 

ali 
bem ali 
dentro da alice 
só alice 
com alice 
ali se parece

Paulo Leminski

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

ESCRITORES, A HORA DA UNIÃO

Artigo de A. P. Quartim de Moraes, publicado no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 26 de novembro de 2011 e reproduzido no site da União Brasileira dos Escritores

Os cerca de 400 escritores de todo o País que participaram do Congresso Brasileiro de Escritores promovido em Ribeirão Preto, de 12 a 15 de novembro, pela União Brasileira de Escritores (UBE), certamente regressaram para casa felizes com o clima de camaradagem que reinou nos quatro dias do evento e animados com os debates que dominaram as dezenas de palestras, oficinas e mesas-redondas realizadas ao longo da variada programação. Foi um primeiro passo de inegável importância no projeto da UBE de resgatar as melhores tradições de combatividade dos escritores brasileiros na defesa de seus interesses e na luta cada vez mais árdua por espaço para a literatura brasileira no mercado editorial.
Considerado de uma perspectiva mais ampla e distanciada, porém, o congresso de Ribeirão Preto revela dramaticamente a enorme distância que ainda precisa ser percorrida para que a UBE chegue perto da meta colocada por sua atual diretoria: tornar-se a entidade efetivamente representativa dos escritores brasileiros, com a força e o prestígio políticos indispensáveis para enfrentar os enormes desafios que tem pela frente. O encontro deixa um saldo de três pontos negativos importantes: foi ignorado, com poucas e honrosas exceções, pelos escritores de maior renome e prestígio no panorama literário brasileiro; foi solenemente ignorado também, e aí sem exceções, pelos grandes veículos de comunicação; e, dentro da mesma lógica, minguaram os patrocinadores.
Estiveram em Ribeirão Preto e participaram ativamente da programação cerca de 20 escritores de reconhecida expressão nacional, além dos presidentes da Academia Paulista de Letras (APL), da Câmara Brasileira do Livro (CBL), do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel), da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu), mais o titular da Diretoria do Livro e Leitura do Ministério da Cultura (MinC). Não é pouco. Mas está longe de ter sido suficiente para compensar o enorme esforço que um grupo de abnegados diretores da UBE despendeu durante mais de um ano para realizar, 29 anos depois do segundo, o terceiro congresso nacional da categoria.
Não se pode dizer que esse resultado tenha sido surpreendente. Para compreendê-lo, creio, é necessário entender, antes de mais nada, que a UBE tem vivido, ao longo de muitos anos, uma certa crise de identidade, que, aliás, já foi diagnosticada por muitos de seus atuais dirigentes. Sem desmerecer o trabalho de diretorias anteriores, comandadas por personalidades ilustres e dedicadas do meio literário, até agora a UBE jamais conseguiu assumir de fato o papel político que lhe cabe. Às vezes ela parece não se ter dado conta de que para reunir escritores no chá das 5 já existem a Academia Brasileira de Letras (ABL) e suas congêneres regionais.
O mundo do livro está repleto de entidades representativas, dentre as quais despontam a CBL, o Snel, a Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros) e a Associação Nacional de Livrarias (ANL), além de muitas entidades regionais, num universo de quase uma centena de siglas. Todas empenhadas em representar e defender os interesses do negócio do livro. E esses interesses, na atual conjuntura, em que a razão de mercado predomina sobre a valorização dos conteúdos, quase nunca coincidem com os dos escritores, pelo menos daqueles que veem no ofício de escrever livros a expressão de uma arte, e não apenas um meio de fazer dinheiro.
Uma evidência dessa discrepância é que hoje o mercado editorial brasileiro abre muito pouco espaço para a literatura brasileira - e investe nela menos ainda. Quem duvidar que tente encontrar, nas listas de livros mais vendidos, obras de ficção de autores brasileiros que não sejam celebridades midiáticas, ídolos musicais ou fenômenos internéticos. Assim mesmo, esses aparecem muito excepcionalmente. Os best-sellers de ficção são, quase invariavelmente, obras estrangeiras, nas quais as editoras comerciais investem centenas de milhares de dólares de adiantamento de direitos autorais, mais outro tanto em grandes tiragens e em promoção midiática e comercial.
Só uma união brasileira de escritores politicamente forte e influente, capaz de atuar com eficiência junto aos poderes públicos e ao próprio negócio editorial, terá condições de representar com eficácia os verdadeiros interesses dos escritores - e me refiro, em particular, aos autores de literatura ficcional e ensaística. Mas para isso é necessário que os próprios escritores, inclusive e principalmente aqueles que de alguma maneira já conquistaram o seu espaço, se disponham a pôr seu próprio prestígio a serviço da literatura brasileira, não apenas como artistas, mas como cidadãos. A escrita é um exercício solitário, "mas o escritor não precisa estar isolado", como apela a UBE no site do congresso de Ribeirão Preto. Mais do que não precisar, não deve.
Mas o fato é que muitos escritores prestigiosos e laureados, beneficiários de alguma intimidade com os contatos na mídia, requisitados pelo circuito dos eventos literários que lhes dão visibilidade, preferem se isolar na zona de conforto representada pelo privilégio de participar desse círculo restrito e tendem a ignorar a realidade perversa que os cerca: todos, sem exceção, vendem muito poucos livros (por isso jamais entram nas listas de best-sellers). E é assim porque é como o big business editorial quer que seja. Para atenuar isso - mudar é improvável - os escritores precisam agir politicamente.
Apesar das enormes dificuldades, a UBE pretende transformar o congresso de escritores em evento bianual. Dificilmente terá êxito se continuar sendo ignorada pela mídia, pelos patrocinadores e, principalmente, pelos próprios escritores.


Reproduzido no blogue Espelunca: http://zonabranca.blog.uol.com.br

se for poema fogo do desejo


lavra palavra

a lavra da palavra quero
quando for pluma
mesmo sendo espora
felicidade uma palavra
onde a lavra explora
se é saudade dói mas não demora
e sendo fauna linda como a flora
lua luanda vem não vá embora
se for poema fogo do desejo
quando for beijo
que seja como agora

arturgomes
pooema musicado e cantado por Paulo Ciranda

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Inferno de Fernando Pimentel coincide com guerra no PT mineiro

Denúncia de que faturou com consultoria surge em ambiente conflagrado. Petistas de Belo Horizonte e na Assembleia Legislativa querem distância do PSDB e da reeleição de Marcio Lacerda (PSB) em 2012. Prefeito elegeu-se com vice do PT, com quem brigou, e apoio tucano, em insólita aliança costurada por Pimentel. Aliado do ministro, presidente do PT em MG prega 'convergência' e entra na mira de deputados. Dilma quer segurá-lo, mas Pimentel sente o golpe.
BRASÍLIA – Amigo da presidenta Dilma Rousseff como nenhum outro ministro, Fernando Pimentel (Desenvolvimento) vive um inferno astral desde domingo (4), quando um jornal noticiou que ele tem uma firma de consultoria com a qual faturou R$ 2 milhões entre 2009 e 2010. Por uma situação parecida, em que se insinua que consultoria era fachada para tráfico de influência, Dilma perdeu seu ministro mais poderoso logo no início do mandato. 

Pelo que veio a público até agora, Dilma está disposta a segurar Pimentel e considera a situação "resolvida", disse um ministro à Carta Maior. Incerto é se o ele mesmo vai querer continuar exposto, sabendo que há um noticiário a investigar sua vida pessoal e que é protagonista, mesmo à distância, de um ambiente conflagrado no seu partido em Minas Gerais, o PT. 

No centro da disputa estão a eleição para prefeito de Belo Horizonte no ano que vem e as relações do PT com o PSDB em Minas. De um lado, o vice-prefeito, Roberto Carvalho, e a bancada de deputados estaduais petistas, comandada por Rogério Correia. Eles defendem uma atitude mais combativa contra os tucanos e chapa própria em 2012. 

De outro, Pimentel e o presidente do PT no estado, deputado federal Reginaldo Lopes, inclinam-se à reeleição de Marcio Lacerda, do PSB. O prefeito elegeu-se em 2008 com apoio do então prefeito e hoje ministro, numa aliança informal com o PSDB que sepultara a esperança de setores petistas de mais uma gestão do partido na capital mineira.

Na tentativa de viabilizar uma chapa própria - ou, no mínimo, sem o PSDB, formal ou informalmente - Roberto Carvalho fez um movimento ousado que levou praticamente ao rompimento dele com Lacerda. Procurou o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB), justamente o adversário batido por Lacerda no segundo turno de 2008, para discutir uma aliança em 2012. 

Depois de contatos de bastidores, os dois reuniram-se dia 24 de outubro, acertaram os ponteiros e divulgaram uma carta conjunta, com uma espécie de programa de governo. 

Sentindo-se traído, Lacerda, que é candidato declarado à reeleição, partiu para a retaliação. No dia 3 de novembro, demitiu cerca de 20 funcionários do gabinete do vice. Em nota, justificou: “Há uma determinação explícita a todos os servidores para que a sucessão eleitoral do próximo ano não prejudique a administração da cidade”.

Dias depois, o diretório municipal do PT em Belo Horizonte, que é presidido por Carvalho, reagiu, insistindo na tese da candidatura própria. Também em nota, disse que “o ato de demissão visa sobretudo calar as razões do documento aprovado por unanimidade pelo diretório municipal”. 

Acordo insólito

O documento mencionado defende a candidatura própria “em uma aliança de todos os partidos que compõem o apoio à presidenta Dilma Rousseff, incluindo o PSB, excluindo, por todos os motivos, uma futura aliança com o PSDB, feita formalmente na chapa ou por vergonhoso artifício, através de acordos secretos na informalidade.”

O trecho “acordos secretos na informalidade” é a senha para entender o inferno do Fernando Pimentel. Foi o ministro quem, em 2008, comandou a incompreensível – para diversos setores do PT, dentro ou fora de Minas – aliança com Marcio Lacerda, em torno da qual também estava o PSDB, graças ao hoje senador Aécio Neves. Uma aliança que, pelos movimentos do presidente do PT no estado, Reginaldo Lopes, aliado de Pimentel, não teria problema em ser renovada em 2012.

No dia 30 de outubro, depois do pacto Carvalho-Quintão e antes das demissões retaliadoras, Lopes participou de um grande encontro com empresários e o governador Antonio Anastasia, apadrinhado de Aécio. Saiu dali falando em “convergência” em torno de uma “agenda Minas”. 

Foi um sinal preocupante para os defensores da candidatura própria do PT em Belo Horizonte, que captaram no gesto a possibilidade de uma intervenção no diretório municipal contra a dobradinha com o PMDB.

O encontro e as palavras de Lopes revoltaram a bancada do PT na Assembleia Legislativa, que afinal vive de fazer oposição a Anastasia. Os deputados mandaram uma carta ao diretório estadual cobrando que se reúna e discuta o comportamento de Lopes, considerado hoje uma espécie de traidor.

Consultoria ou tráfico de influência?

Este era o pano de fundo da política petista e mineira, quando, a partir do dia 4 de dezembro, Pimentel passou a ter sua conduta ética colocada em dúvida pelo jornal O Globo com reportagens feitas pela sucursal do jornal em Minas. 

A “denúncia” central diz que o ministro ganhou muito dinheiro com uma consultoria, chamada P-21, e sugere que os clientes da empresa só a contrataram para fazer negócios com o poder público usando a influência de Pimentel. E entre os clientes há quem tenha mesmo ganho licitação em Belo Horizonte.

O jornal continuou a publicar reportagens por vários dias, com informações que, pela natureza delas – faturamento de empresa, notas emitidas –, parecem ter saído da prefeitura, que recolhe o Imposto Sobre Serviços (ISS) e, portanto, tem acesso a dados dos contribuintes.

Desde o primeiro dia, Pimentel reagiu de forma bem diferente à que se viu no caso Antonio Palocci, alvejado por denuncia similar. No mesmo domingo da denúncia inicial, chamou a seu gabinete em Brasília um jornalista de O Globo e deu entrevista para se explicar – Palocci só falou com a imprensa três semanas depois. E deu o nome dos clientes, algo que até hoje o ex-chefe a Casa Civil não fez. Falou tanto, que depois O Globo faria nova “denúncia” sobre um cliente que o próprio ministro revelara ao jornal.

Além da reação, a situação de Pimentel tem um elemento fundamental a distingui-lo do caso Palocci: o ministro prestou consultoria quando não tinha cargo público, portanto, como ele traficaria influência? Já o ex-ministro foi consultor e deputado ao mesmo tempo. 

Esse aspecto - a falta de cargo público durante a consultoria - foi bastante enfatizado pelos aliados do governo Dilma Rousseff quando, na quarta-feira (6), a oposição tentou – e fracassou - convocar Pimentel a depor à Comissão de Fiscalização e Controle.

Mas a defesa do ministro exibe uma fragilidade. Pimentel tinha um sócio na consultoria, Otílio Prado, que era assessor especial de Marcio Lacerda - era porque, depois da descoberta, se demitiu - e, em tese, um elo entre os clientes da P-21 e os órgãos públicos.

Posição de Dilma

Fernando Pimentel já conversou com a amiga-presidenta sobre sua situação duas vezes. Uma no domingo, primeiro dia de inferno astral, outra nesta quinta-feira (9). Um ministro disse à Carta Maior que, do ponto de vista da presidenta, "hoje, a situação está resolvida”. 

Segundo uma outra fonte do Planalto, porém, o problema é o estado de espírito de Pimentel e a disposição dele para seguir exposto à linha de tiro das investigações midiáticas. Esta fonte viu Pimentel na quinta-feira e achou que o ministro parecia abatido. Contou ainda que Pimentel sabe que um jornal está a investigar sua vida pessoal.

Diante do histórico recente de ministros alvejados pela imprensa, duas coisas podem mudar o futuro de Pimentel ou obrigar Dilma a mudar ela mesma a forma como reage a denúncias contra auxiliares.

A primeira é a Comissão de Ética da Presidência, que foi acionada pelo PSDB para que dê um parecer sobre a situação. No caso Palocci, que era similar, abriu uma investigação, embora não tenha dado publicidade à época – só se soube por uma ata da reunião divulgada quando Palocci já tinha deixado o governo. Já no recente caso Carlos Lupi, concluiu que a situação merecia demissão. E isso aconteceu.

O outro fator de influência também tem o PSDB na origem. O partido pediu ao Ministério Público do Distrito Federal que instaure um inquérito. Preferiu ir ao MP-DF, em vez de recorrer à Procuradoria Geral da República, o que foi a regra o ano todo, talvez porque a PGR tenha rejeitado averiguar no caso Palocci.

A opinião dos dois órgãos será decisiva para que se saiba algo mais importante do que o futuro de um ministro. Dilma vai terminar 2011, e portanto entrar em 2012, refém da linha “faxineira”? E, principalmente, vai fazer isso tendo um amigo na berlinda, em vez dos “corruptos do Lula”, que muitos disseram – inclusive nos bastidores do governo – que eram os alvos da "faxina"? A conferir.

*Matéria alterada para correção de informação, por observação do comentarista Gesio Passos. O líder do PT na Assembleia se chama Rogério Correia, não Rogério Carvalho.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

a poesia do corpo em movimento

a poesia do corpo em movimento

injúria secreta


suassuna no teu corpo
couro de cor compadecida
ariano sábio e louco
inaugura em mim a vida

pedra de reino no riacho
gumes de atalhos na pedreira
menina dos brincos de pérola
palavra acesa na fogueira

pós os ismos tudo é pós
na pele ou nas aranhas
na carne ou nos lençóis
no palco ou no cinema
a palavra que procuro
é clara quando não é gema

até furar os meus olhos
com alguma cascata de luz
devassa em mim quando transcende
lamparina que acende
e transforma em mel o que antes era pus


arturgomes http://goytacity.blogspot.com

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

eco-arte para encantamento do mundo


Antologia Eco Arte
Org. Michele Sato – UFMT

Pontal Foto Grafia
1.       Aqui,
redes em pânico
pescam esqueletos no mar 
esquadras – descobrimento
espinhas de peixe 
convento
cabrálias esperas 
relento 
escamas secas no prato
e um cheiro podre no 
AR 

caranguejos explodem 
mangues em pólvora 
Ovo de Colombo quebrado
areia branca inferno livre
Rimbaud - África virgem – 
carne na cruz dos escombros
trapos balançam varais 
telhados bóiam nas ondas 
tijolos afundando náufragos 
último suspiro da bomba
na boca incerta da barra 
esgoto fétido do mundo
grafando lentes na marra
imagens daqui saqueadas 
Jerusalém pagã visitada 
Atafona.Pontal.Grussaí 
as crianças são testemunhas: 
Jesus Cristo não passou por aqui 

Miles Davis fisgou na agulha
Oscar no foco de palha 
cobra de vidro sangue na fagulha 
carne de peixe maracangalha 
que mar eu bebo na telha
que a minha língua não tralha? 
penúltima dose de pólvora
palmeira subindo a maralha
punhal trincheira na trilha
cortando o pano a navalha
fatal daqui Pernambuco 
Atafona.Pontal.Grussaí 
as crianças são testemunhas:
Mallarmè passou por aqui 

bebo teu fato em fogo 
punhal na ova do bar
palhoças ao sol fevereiro 
aluga-se teu brejo no mar 
o preço nem Deus nem sabre
sementes de bagre no porto
a porca no sujo quintal
plástico de lixo nos mangues 
que mar eu bebo afinal?

Artur Gomes
In carNAvalha Gumes

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

mesmo que a solidão me corroa os ossos


 debaixo da cama
ela deixou o brinco
no  teto de zinco
estrelas que ainda não se apagam
e na minha boca
tuas unhas
me sangrando a língua
para que eu não dissesse
que o amor se foi
e o estômago sente
quando a fome salta
quando a febre é alta
dói na pulsação
mesmo assim
deixar de amar não posso
mesmo que a solidão
me corroa os ossos
e devasse tudo
que um dia foi nosso
com os olhos cegos da solidão

artur gomes


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

encontro dos radicais livres - sesc campos


Um encontro de várias culturas da periferia, com exibição de curtas urbanos, Festival Regional de skate e street ball reunido esportistas de Campos, Rio das ostras, Macaé e Casimiro de Abreu, oficinas, mostra de danças urbanas, poesia e outros baratos afins.

O Encontro dos Radicais Livres pretende, integrar as manifestações culturais periféricas através da linguagem do esporte, lazer e cultura, contribuindo para uma ação sócio educativa.

Essa cultura periférica é afirmativa e se expressa através de linguagens  como o skate, street ball , ritmos musicais próprios hip hop, rap, na dança o street dance, rap e o  graffiti nas artes plásticas.

Embora cada elemento da cultura da periferia possa ser vivenciado separadamente, somente o conjunto de suas expressões caracteriza sua existência, produzindo o perfil do jovem da periferia.

OFICINAS

Street Dance
11h  às 12h Com Tim Carvalho e Priscilla Gonçalves
Espaço plural/Ginásio
Classificação etária: livre

Oficina de Skate
Aperfeiçoamento dos fundamentos do skate free stayle.
10h as 12h Com Luciano Paes
Classificação etária: livre
Ginásio poliesportivo

Oficina de Street Ball e campeonato municipal de basquete de rua
Estilo de basquete que valoriza a criatividade e habilidades  de cada atleta sem se restringir as quadras.
com Jorge Wallace
12 às 13h
Classificação etária: livre
Ginásio Poliesportivo

Oficina de Graffiti
O grafitti consiste na arte que utiliza pinturas com spray e tinta, materiais com os quais os artistas expressam o cotidiano da cidade, criando, assim, uma nova estética de representação da realidade. Através dos elementos desta arte, os alunos aprenderão os procedimentos básicos para sua execução e serão estimulados a criar seu próprio referencial de produção.

Estilo de arte urbana traduzida no spray.
Com Kiliaking
11h as 13h
Classificação etária: livre
Área de lazer

Rima &Poesia
Rima e poesia com o poeta Artur Gomes e o rapper Diz Ragga
Musica com DJ Fabio Zumbi
11h as 13h
Área de lazer e ginásio
Classificação etária Livre